sábado, 21 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
Catarina Furtado e Brad Pitt unidos pela Solidariedade
Quando, no próximo mês de Julho, Catarina Furtado viajar até à Guiné para entregar um cheque, no valor de 250 mil euros, para a construção de duas novas escolas, terá um encontro muito especial. Vários embaixadores das Nações Unidas foram convidados para estar presentes naquela zona de África e, como Angelina Jolie não poderá estar presente – pois o nascimento dos gémeos está previsto para essa altura –, o marido, Brad Pitt, irá em sua representação.“É um evento de solidariedade que vai contar com a presença de vários embaixadores da ONU. Apesar de não poder ir, a Angelina fez questão de ter o marido a representá-la”, conta fonte da organização do evento.Desta forma, a apresentadora da RTP vai ter oportunidade de ser apresentada ao mediático actor, que, por motivos óbvios, não irá passar mais de um dia em África. Depois de também ele entregar um cheque, que reverterá a favor das crianças desfavorecidas da Guiné, Brad Pitt irá rapidamente para os braços da mulher e dos dois gémeos, que nessa altura terão poucos dias de vida.
Reinserção social de um 'rapper' vira 'reality show'
Depois de um programa em que miúdos viviam sozinhos no deserto, outro em que os concorrentes não podiam vomitar durante as actividades que realizavam de barriga cheia, e de um outro em que os participantes viviam numa lixeira, eis que surge a mais recente novidade do universo (sem limites) dos reality shows.
Os trabalhos comunitários do rapper T. I. vão ser acompanhados pela estação de televisão MTV, que pretende transmitir, em oito episódios, o período da vida do norte-americano antes da sua entrada na prisão, o que vai acontecer na Primavera de 2009, por posse ilegal de armas.
A produção, ainda sem nome, vai incluir as imagens da saída da prisão domiciliária, já gravadas. A tempo inteiro, o rapper só vai começar a ser seguido a partir do Verão. O canal de música prevê transmitir o lançamento do novo álbum de T. I., Paper Trail, bem como a sua saída da prisão e o nascimento do seu primeiro filho.
O rapper T. I. foi preso no passado mês de Outubro, depois de o seu guarda-costas lhe ter fornecido três pistolas e dois silenciadores, para as quais o músico não tinha licença, noticiou a revista norte-americana Entertainment Weekly. T. I. encontrava-se proibido de ter acesso a armas de fogo desde que foi condenado por tráfico de cocaína.
Os trabalhos comunitários do rapper T. I. vão ser acompanhados pela estação de televisão MTV, que pretende transmitir, em oito episódios, o período da vida do norte-americano antes da sua entrada na prisão, o que vai acontecer na Primavera de 2009, por posse ilegal de armas.
A produção, ainda sem nome, vai incluir as imagens da saída da prisão domiciliária, já gravadas. A tempo inteiro, o rapper só vai começar a ser seguido a partir do Verão. O canal de música prevê transmitir o lançamento do novo álbum de T. I., Paper Trail, bem como a sua saída da prisão e o nascimento do seu primeiro filho.
O rapper T. I. foi preso no passado mês de Outubro, depois de o seu guarda-costas lhe ter fornecido três pistolas e dois silenciadores, para as quais o músico não tinha licença, noticiou a revista norte-americana Entertainment Weekly. T. I. encontrava-se proibido de ter acesso a armas de fogo desde que foi condenado por tráfico de cocaína.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Radiohead - All I Need
O Radiohead acaba de lançar o clipe de "All I need". A faixa faz parte do álbum "In rainbows", lançado em outubro de 2007, e o vídeo é resultado de uma parceria com a campanha contra o tráfico humano, promovida pela MTV.
O clipe foi filmado na Austrália pelo cineasta ganhador do Oscar John Seale e dirigido por Steve Rogers. "O filme mostra duas histórias paralelas: a de um menino no ocidente e a de outro com uma vida bem diferente no oriente", diz. "Um trabalha numa fábrica de sapatos e o outro acaba comprando um calçado feito pelo primeiro."
PARA TODOS OS QUE TÊM DE LIDAR COM CLIENTES IRRITANTES, OU COM PESSOAS QUE SE ACHAM SUPERIORES AOS OUTROS...
Aprendamos com uma funcionária da TAP!!! 'Destruamos' um ignorante, de forma original... É tão simples!... Vale a pena ler... Uma funcionária da TAP, em Lisboa, deveria ganhar um prémio por ter sido esperta, divertida e ter atingido o seu objectivo, quando teve que lidar com um passageiro que o que merecia mesmo, era voar no porão da bagagem! Um voo sobrelotado da
TAP foi cancelado (por razões óbvias!). Uma única funcionária, atendia e tentava resolver o problema de uma longa fila de passageiros.
De repente, um indivíduo irritado passou por toda a fila, atirou o bilhete para cima do balcão e disse: - Eu tenho que ir neste voo, e tem que ser em Primeira Classe.
A funcionária respondeu: - O Sr. desculpe, terei todo o prazer em ajudá-lo, mas tenho que atender estas pessoas primeiro, pois estão pacientemente na fila, há algum tempo. Quando chegar a sua vez, farei tudo para poder satisfazê-lo.
O passageiro, irredutível, disse bastante alto para que todos na fila ouvissem: - Você por acaso, faz alguma ideia de quem eu sou?
Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu licença, pegou no microfone e anunciou: - Atenção, atenção, por favor!!!
A sua voz ecoou por todo o terminal, e ela continuou: - Encontra-se junto deste balcão, um passageiro que não sabe quem é, devendo estar perdido! Se alguém for parente, responsável pelo mesmo, ou puder ajudá-lo a descobrir a sua identidade solicitamos que compareça no balcão da TAP. Muito obrigada!
Com as pessoas atrás dele, rindo desalmadamente, o homem olhou furiosamente para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando: - Vou-te f*der!!!
Sem pestanejar, ela sorriu e disse:
- Desculpe, meu caro senhor, mas, mesmo para isso, vai ter que esperar na fila...
TAP foi cancelado (por razões óbvias!). Uma única funcionária, atendia e tentava resolver o problema de uma longa fila de passageiros.
De repente, um indivíduo irritado passou por toda a fila, atirou o bilhete para cima do balcão e disse: - Eu tenho que ir neste voo, e tem que ser em Primeira Classe.
A funcionária respondeu: - O Sr. desculpe, terei todo o prazer em ajudá-lo, mas tenho que atender estas pessoas primeiro, pois estão pacientemente na fila, há algum tempo. Quando chegar a sua vez, farei tudo para poder satisfazê-lo.
O passageiro, irredutível, disse bastante alto para que todos na fila ouvissem: - Você por acaso, faz alguma ideia de quem eu sou?
Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu licença, pegou no microfone e anunciou: - Atenção, atenção, por favor!!!
A sua voz ecoou por todo o terminal, e ela continuou: - Encontra-se junto deste balcão, um passageiro que não sabe quem é, devendo estar perdido! Se alguém for parente, responsável pelo mesmo, ou puder ajudá-lo a descobrir a sua identidade solicitamos que compareça no balcão da TAP. Muito obrigada!
Com as pessoas atrás dele, rindo desalmadamente, o homem olhou furiosamente para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando: - Vou-te f*der!!!
Sem pestanejar, ela sorriu e disse:
- Desculpe, meu caro senhor, mas, mesmo para isso, vai ter que esperar na fila...
quarta-feira, 11 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Rock in Rio
O terceiro festival Rock in Rio Lisboa termina hoje, fechando cinco dias de música que levaram ao Parque da Bela Vista 82 artistas e uma audiência estimada de mais de 300 mil espectadores.
Hoje as atenções estão viradas para os Linkin Park, que fecham a noite no Palco Mundo, depois das actuações dos Offspring, Kaiser Chiefs, Muse e dos cubanos Orishas. No palco Sunset, dedicado em exclusivo a artistas portugueses e da lusofonia, as propostas incluem Clã e os brasileiros Pato Fu, Buraka Som Sistema & Deize Tigrona & Bruno M, Caim, Plaggio e The Agency. Nos cinco dias do festival actuaram, entre outros, Amy Winehouse, Lenny Kravitz, Joss Stone, Rod Stewart, Bon Jovi, Metallica e Xutos & Pontapés. Desde 2001, a organização associa a música a uma causa social. Nesta edição o centro das atenções foi a questão ambiental e as alterações climáticas.
O dispositivo de segurança montado no recinto incluiu cerca de mil pessoas, dois mini-hospitais, uma esquadra e 16 câmaras de vídeovigilância. Com esta terceira edição, que começou no dia 30 de Maio, Portugal iguala o Brasil no número de vezes que acolheu o Rock in Rio.
O festival regressará a Lisboa em 2010, no mesmo local, mas a organização está à procura de um outro local para criar uma nova "cidade do rock", para acolher o evento em 2012.
Em 2014, o Rock in Rio vai regressar ao Brasil, coincidindo com a realização do mundial de futebol naquele país. Nesse ano, a organização espera realizar o festival em simultâneo em Portugal, Espanha e Brasil.
Depois de Lisboa, o Rock in Rio decorrerá este ano pela primeira vez em Madrid, de 27 a 28 de Junho e de 04 a 06 de Julho. A lista completa dos concertos de hoje: Palco Mundo: Linkin Park; The Offspring; Muse; Kaiser Chiefs; Orishas. Palco Sunset: Clã e Pato Fu; Buraka Som Sistema & Deize Tigrona & Bruno M; Caim; The Agency; Plaggio; Espaço Electrónica; Sasha & Digweed; DJ Vibe; Tó Ricciardi; Stereo Addiction.
Os Músicos de Bremen
Era uma vez um burro que, durante muitos anos, tinha transportado sem descanso sacos de farinha para o moinho. Agora, no entanto, estava cansado, tão cansado que já não conseguia fazer o trabalho. O dono pensou então em livrar-se dele. Apercebendo-se de que o vento não lhe soprava a favor, o burro fugiu e pôs-se a caminho de Bremen, pensando poder entrar para a banda de música da cidade. Já caminhava havia algum tempo quando encontrou um cão de caça estendido no chão.
― Ó cão, por que motivo é que estás assim? — perguntou o burro.
― Ah! ― suspirou o cão ―, é que estou velho e cada dia sinto menos forças. Como já não sirvo para caçar, o meu amo quis matar-me. Por isso fugi, mas agora como é que eu vou ganhar a vida?
― Olha ― disse o burro ―, eu vou para Bremen onde penso entrar na banda de música. Vem comigo e tentarei que entres também. Eu tocarei alaúde e tu timbale.
O cão achou boa a ideia e continuaram juntos. Um pouco mais longe encontraram um gato com cara de enterro.
― Ó gato, o que é que te anda a correr mal? ― perguntou o burro.
― E quem é que pode estar contente ― resmungou o gato ― sabendo que tem a vida por um fio? Estou a ficar velho e, como prefiro deitar-me ao pé do lume e ronronar a caçar ratos, a minha dona tentou afogar-me. Escapei a tempo, mas agora, o que vai ser de mim?
― Anda connosco para Bremen. Tu até percebes de serenatas, portanto podes entrar para a banda de música da cidade.
O gato achou boa a ideia e lá foi com eles. Daí a pouco os três fugitivos passaram por uma quinta. Sobre a cancela, o galo cantava a plenos pulmões.
―Ei! Queres dar-nos cabo dos ouvidos? ― perguntou o burro. ― O que há contigo?
― Para hoje, anuncio bom tempo ― respondeu o galo. ― Mas como amanhã é domingo e haverá convidados, a dona da casa, uma mulher sem coração, mandou a cozinheira matar-me. Por isso estou a cantar com quanta força tenho e tenciono continuar enquanto puder.
― Anda daí, Crista Vermelha ― convidou o burro ―, acho melhor que venhas connosco. Nós vamos para Bremen, o que sempre é melhor do que ir parar à panela. Tens uma bela voz e, todos juntos, vamos dedicar-nos à música.
A proposta agradou ao galo e lá foram os quatro. Mas, como a cidade de Bremen ficava longe, à noite entraram numa floresta onde decidiram passar a noite. O burro e o cão deitaram-se debaixo de uma grande árvore. O gato instalou-se nos ramos mais baixos. Mas o galo, por uma questão de segurança, preferiu empoleirar-se o mais alto possível. Antes de adormecer, olhou em todas as direcções e viu uma luz. Chamou os companheiros e disse-lhes que não muito longe dali devia haver uma casa porque se via luz. O burro sugeriu:
― Era melhor levantarmo-nos e continuarmos o nosso caminho, porque aqui não estamos muito bem instalados.
Por seu lado, o cão declarou que um par de ossos com um pedacito de carne agarrada não lhe faria nada mal. Por isso o burro, o cão, o gato e o galo encaminharam-se para a luz que viam aumentar cada vez mais e, por fim, chegaram a um antro de ladrões que estava todo iluminado. O burro, que era o mais alto, aproximou-se da janela e espreitou lá para dentro.
― O que é que estás a ver, ó Cabeça Cinzenta? ― perguntou o cão.
― O que estou a ver? ― respondeu o burro. ― Estou a ver uma mesa coberta de coisas boas e vários ladrões sentados à volta dela, todos satisfeitos.
― Oh! De uma mesa assim é que nós precisávamos! ― exclamou o galo.
― É verdade! Se fôssemos nós à volta da mesa! ― suspirou o burro.
Então os quatro animais puseram-se a pensar na maneira de expulsar os ladrões. Finalmente descobriram-na: o burro poria as patas dianteiras no rebordo da janela, o cão saltava-lhe para as costas, o gato trepava para cima do cão e, por fim, o galo voaria para cima da cabeça do gato. Feito isto, começaram o concerto. O burro a zurrar, o cão a ladrar, o gato a miar e o galo a cantar. Depois entraram pela janela, num grande estrondo de vidros.
Ao ouvirem esta barulheira tremenda, os ladrões levantaram-se de um salto e, pensando que fosse um fantasma que tinha acabado de entrar, fugiram apavorados. Os quatro amigos sentaram-se à mesa e devoraram tudo, como se já não comessem há semanas.
Quando acabaram, os quatro músicos foram à procura de um bom sítio para dormir, cada qual segundo as suas preferências: o burro deitou-se no pátio em cima da palha, o cão em frente da porta, o gato em cima das cinzas ainda quentes da lareira e o galo empoleirou-se numa trave.
Por volta da meia-noite, os ladrões viram que já não havia luzes. Tudo parecia calmo e, por isso, o capitão mandou um deles ir ver o que se passava dentro de casa.
O homem encontrou tudo em silêncio. Foi à cozinha para acender a luz mas, tomando os olhos brilhantes do gato por brasas ainda acesas, aproximou deles um fósforo para avivar o lume. O gato não gostou nada da brincadeira. Saltou-lhe à cara, bufando, e arranhou-o. O ladrão apanhou um valente susto e correu para a porta das traseiras para fugir. O cão, que estava lá deitado, saltou e mordeu-lhe numa perna. Ao passar pelo pátio, o burro deu-lhe um par de coices, e o galo, que tinha acordado com toda esta confusão cantou do alto do seu poleiro:
― Có-có-ró-cócó!
O ladrão regressou a bom correr. Foi ter com o capitão e explicou-lhe:
― Lá em casa está uma horrível bruxa que me cuspiu para cima e me arranhou a cara com quanta força tinha. Diante da porta há um homem que me deu uma facada na perna. No pátio um monstro encheu-me de pauladas e, lá de cima, do telhado, um juiz gritou: “Tragam-mo cá já!” Consegui fugir por uma unha negra!
Nunca mais os ladrões se atreveram a voltar àquela casa. Pelo contrário, os quatro músicos sentiram-se lá tão bem que nunca mais de lá quiseram sair.
― Ó cão, por que motivo é que estás assim? — perguntou o burro.
― Ah! ― suspirou o cão ―, é que estou velho e cada dia sinto menos forças. Como já não sirvo para caçar, o meu amo quis matar-me. Por isso fugi, mas agora como é que eu vou ganhar a vida?
― Olha ― disse o burro ―, eu vou para Bremen onde penso entrar na banda de música. Vem comigo e tentarei que entres também. Eu tocarei alaúde e tu timbale.
O cão achou boa a ideia e continuaram juntos. Um pouco mais longe encontraram um gato com cara de enterro.
― Ó gato, o que é que te anda a correr mal? ― perguntou o burro.
― E quem é que pode estar contente ― resmungou o gato ― sabendo que tem a vida por um fio? Estou a ficar velho e, como prefiro deitar-me ao pé do lume e ronronar a caçar ratos, a minha dona tentou afogar-me. Escapei a tempo, mas agora, o que vai ser de mim?
― Anda connosco para Bremen. Tu até percebes de serenatas, portanto podes entrar para a banda de música da cidade.
O gato achou boa a ideia e lá foi com eles. Daí a pouco os três fugitivos passaram por uma quinta. Sobre a cancela, o galo cantava a plenos pulmões.
―Ei! Queres dar-nos cabo dos ouvidos? ― perguntou o burro. ― O que há contigo?
― Para hoje, anuncio bom tempo ― respondeu o galo. ― Mas como amanhã é domingo e haverá convidados, a dona da casa, uma mulher sem coração, mandou a cozinheira matar-me. Por isso estou a cantar com quanta força tenho e tenciono continuar enquanto puder.
― Anda daí, Crista Vermelha ― convidou o burro ―, acho melhor que venhas connosco. Nós vamos para Bremen, o que sempre é melhor do que ir parar à panela. Tens uma bela voz e, todos juntos, vamos dedicar-nos à música.
A proposta agradou ao galo e lá foram os quatro. Mas, como a cidade de Bremen ficava longe, à noite entraram numa floresta onde decidiram passar a noite. O burro e o cão deitaram-se debaixo de uma grande árvore. O gato instalou-se nos ramos mais baixos. Mas o galo, por uma questão de segurança, preferiu empoleirar-se o mais alto possível. Antes de adormecer, olhou em todas as direcções e viu uma luz. Chamou os companheiros e disse-lhes que não muito longe dali devia haver uma casa porque se via luz. O burro sugeriu:
― Era melhor levantarmo-nos e continuarmos o nosso caminho, porque aqui não estamos muito bem instalados.
Por seu lado, o cão declarou que um par de ossos com um pedacito de carne agarrada não lhe faria nada mal. Por isso o burro, o cão, o gato e o galo encaminharam-se para a luz que viam aumentar cada vez mais e, por fim, chegaram a um antro de ladrões que estava todo iluminado. O burro, que era o mais alto, aproximou-se da janela e espreitou lá para dentro.
― O que é que estás a ver, ó Cabeça Cinzenta? ― perguntou o cão.
― O que estou a ver? ― respondeu o burro. ― Estou a ver uma mesa coberta de coisas boas e vários ladrões sentados à volta dela, todos satisfeitos.
― Oh! De uma mesa assim é que nós precisávamos! ― exclamou o galo.
― É verdade! Se fôssemos nós à volta da mesa! ― suspirou o burro.
Então os quatro animais puseram-se a pensar na maneira de expulsar os ladrões. Finalmente descobriram-na: o burro poria as patas dianteiras no rebordo da janela, o cão saltava-lhe para as costas, o gato trepava para cima do cão e, por fim, o galo voaria para cima da cabeça do gato. Feito isto, começaram o concerto. O burro a zurrar, o cão a ladrar, o gato a miar e o galo a cantar. Depois entraram pela janela, num grande estrondo de vidros.
Ao ouvirem esta barulheira tremenda, os ladrões levantaram-se de um salto e, pensando que fosse um fantasma que tinha acabado de entrar, fugiram apavorados. Os quatro amigos sentaram-se à mesa e devoraram tudo, como se já não comessem há semanas.
Quando acabaram, os quatro músicos foram à procura de um bom sítio para dormir, cada qual segundo as suas preferências: o burro deitou-se no pátio em cima da palha, o cão em frente da porta, o gato em cima das cinzas ainda quentes da lareira e o galo empoleirou-se numa trave.
Por volta da meia-noite, os ladrões viram que já não havia luzes. Tudo parecia calmo e, por isso, o capitão mandou um deles ir ver o que se passava dentro de casa.
O homem encontrou tudo em silêncio. Foi à cozinha para acender a luz mas, tomando os olhos brilhantes do gato por brasas ainda acesas, aproximou deles um fósforo para avivar o lume. O gato não gostou nada da brincadeira. Saltou-lhe à cara, bufando, e arranhou-o. O ladrão apanhou um valente susto e correu para a porta das traseiras para fugir. O cão, que estava lá deitado, saltou e mordeu-lhe numa perna. Ao passar pelo pátio, o burro deu-lhe um par de coices, e o galo, que tinha acordado com toda esta confusão cantou do alto do seu poleiro:
― Có-có-ró-cócó!
O ladrão regressou a bom correr. Foi ter com o capitão e explicou-lhe:
― Lá em casa está uma horrível bruxa que me cuspiu para cima e me arranhou a cara com quanta força tinha. Diante da porta há um homem que me deu uma facada na perna. No pátio um monstro encheu-me de pauladas e, lá de cima, do telhado, um juiz gritou: “Tragam-mo cá já!” Consegui fugir por uma unha negra!
Nunca mais os ladrões se atreveram a voltar àquela casa. Pelo contrário, os quatro músicos sentiram-se lá tão bem que nunca mais de lá quiseram sair.
Reflexo...
Tudo o que vivemos neste mundo é um reflexo do que se passa no mundo do Todo-Possível, ou seja, no mundo das potencialidades infinitas. Daí que os nossos desejos e os nossos obstáculos nunca se apresentem sob a sua forma real, sendo apenas projecções dos nossos condicionamentos mentais.
Encontrar o verdadeiro sentido daquilo que vivemos consiste em descobrir o seu lugar no seio da realidade total. A Fecundidade pode trazer-nos esta visão sempre que se serve de nós para levar a cabo os seus intentos, como o demonstra o conto Os Músicos de Bremen.
Encontrar o verdadeiro sentido daquilo que vivemos consiste em descobrir o seu lugar no seio da realidade total. A Fecundidade pode trazer-nos esta visão sempre que se serve de nós para levar a cabo os seus intentos, como o demonstra o conto Os Músicos de Bremen.
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